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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Vou-me Divorciar!

Consultório Psicologia Familiar Divórcio

 

Questão colocada: "Vou-me divorciar. Tenho essa certeza mas não sei
como é que vou dizer à minha mulher e aos meus filhos. Sinto que ela não faz a
menor ideia de quanto estou infeliz e insatisfeito na relação e tenho medo que
a minha decisão afecte o desenvolvimento saudável dos meus filhos. Quando e
como devo fazer?"

 

Caro leitor,

 

Se a sua mulher não faz ideia do que se passa consigo e com
a vossa relação, decerto a sua decisão vai desencadear um processo de grande angústia
na sua actual família. No entanto, se está seguro da sua decisão como afirma,
deve comunicá-la à sua mulher com a maior brevidade possível, pois não é justo
que esta esteja a investir numa relação que já não existe. Não existem melhores
formas para dar más notícias, pelo que deverá encher-se de coragem e paciência,
procurar um momento em que ambos estejam a sós, de preferência a um sábado de
manhã, para que possam ter mais tempo para falar e estabilizar sem afectar o
trabalho de ambos, e explicar a situação abrindo o seu coração. Não espere
muita compreensão nem calma, porque possivelmente a notícia vai ser muito mal
recebida. Após os primeiros momentos de choque, comece a falar dos aspectos
práticos, mas sem pressa. É necessário que falem das vossas novas moradas, isto
é, quem vai sair de casa e para quem fica a morada de família, do regime de
visitas dos menores e da pensão de alimentos. É sempre preferível que entrem em
acordo, sempre que possível.

Quanto a comunicar aos filhos, devem comunicar ambos e o quanto antes,
de preferência sem qualquer atribuição de culpas. Dependendo da idade das
crianças assim a conversa deve ser adaptada, sendo que deve ficar bem expresso
que o divórcio é entre os pais e não entre pais e filhos.

 

Eis algumas dicas:

 

  • As crianças preocupam-se essencialmente com aspectos
    práticos como aonde vai o pai e quando o vão ver; saiba dar respostas
    assertivas.
  • A sua mulher não vai gostar da sua decisão; dê tempo à sua
    família para se adaptar à mudança.
  • Não se coloque a jeito para ser ofendido ou mal-tratado com
    a sua decisão; todas as pessoas têm o direito à felicidade e ninguém é dono de
    ninguém.
  • Os filhos são a arma preferida dos pais e das mães, quando
    se pretendem vingar do antigo cônjuge; proteja os seus filhos se houver
    necessidade.
  • Não se sinta culpado por desfazer a sua família; na verdade
    esta já não existia.
  • Não prescinda dos seus filhos; eles são seres autónomos e
    livres que têm o direito de ter pai e mãe.
  • Não prescinda da sua felicidade; a vida é demasiado preciosa
    para a desperdiçarmos.

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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Vivo à Seis Meses Com o Meu Namorado

Clínica Psicologia Lisboa Viver Junto

Questão colocada: "Vivo à 6 meses com o meu namorado. As coisas não estão fáceis. Tudo aquilo que nós eramos antes, quando estávamos em casa dos nossos pais está a modificar-se. Estamos sempre a discutir, seja pela limpeza da casa, seja porque não concordamos com os gastos de cada um, seja por causa das nossas famílias se meterem na nossa vida. Até a nossa vida íntima está a correr pior porque basicamente o nosso tempo em conjunto é passado a discutir. Gostava de fazer alguma coisa para não perder esta relação mas sinto-me completamente perdida."

 

Cara Leitora

 

 

A vida a dois é realmente bastante diferente de um namoro. No namoro os tempos passados a dois são única e exclusivamente para namorar e
mesmo assim não existem namoros que não sejam permeáveis ao conflito.

 

Com a vida a dois e a partilha de uma casa, outros fatores não existentes no namoro tomam protagonismo e é necessário um maior ajustamento
de parte a parte.

 

É necessário partilhar as tarefas domésticas, que na maioria das vezes era tarefa inexistente na vida de ambos, principalmente se viviam com os pais. É
necessário gerir com alguma habilidade as finanças, sendo que os ordenados de cada um, deixam de ser apenas para os gastos individuais, para passarem a ter de fazer face à renda da casa, despesas de água, luz, gás, comida e todos os gastos inerentes a uma casa. A vida já é partilhada e é necessário ceder tempos, dinheiros e descansos. O simples facto de dormir requer uma adaptação, já que existem hábitos e horários que por vezes têm que ser modificados.

 

Eis algumas dicas:

 

  • Finanças: coloquem num caderninho todas as vossas despesas fixas e gastos diários. Devem somá-los ao final do mês e somar os vossos salários. O vosso dinheiro (deve ser vosso e não de cada um) deve servir para cobrir as despesas fundamentais, independentemente de quem ganhe mais ou menos. O remanescente deve ser dividido por dois, que cada um aplicará conforme entender, na maior das liberdades.
  • Tarefas domésticas: a cada um devem ser atribuídas determinadas tarefas, mediante prévio acordo, já que ninguém se tem que responsabilizar individualmente pela casa.
  • Famílias: cada um deve respeitar a família do outro, sendo que as famílias não devem ter a possibilidade de gerir a vida do casal, como se ainda fizessem parte da casa da família de origem. Cada membro do casal terá que controlar a sua própria família de modo a não prejudicar a autonomia e
    liberdade do seu cônjuge.
  • Tempos de lazer: os tempos de lazer devem ser utilizados da melhor forma possível, entre o casal e entre os amigos comuns ao casal. Os amigos de cada um e as respetivas famílias também não devem ser esquecidos. É necessária uma gestão inteligente do tempo, de modo a que o casal se possa
    fortalecer enquanto casal sem deixar de lado a sua rede de suporte social.
  • Em casa: procurem estar juntos sem ser só fisicamente. Os horários de descanso devem ser acertados para que ambos se deitem à mesma hora e acordem juntos. Assim poderão tomar o pequeno-almoço em conjunto e conversar e namorar à noite. Os fatores distrativos que levam à não comunicação como a televisão, o computador e as vídeo-consolas devem ser uma exceção e não uma regra. Não se esqueçam do “antes”, em que quando iam namorar, iam mesmo namorar e era isso que vos dava prazer.

Veja ainda a nossa sugestão para construir uma família feliz.

 

Fazer vida a dois deverá ser a continuação do prazer do namoro, mas para isso é necessário que ambos façam cedências no seu estilo de vida individual de
solteiro e se preocupem em construir um “nós”, que será construído na base do diálogo, do amor, da confiança e do respeito mútuo.

 

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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Todos os Dias Quando Chego a Casa

Casal Tarefas Domesticas

Questão colocada: “Todos os dias quando chego a casa, quase que tenho um ataque. Fico tão furiosa que me apetece voltar a sair e não entrar nunca mais. Já não gosto de estar em casa com o meu marido pois a casa é para nós uma guerra permanente. Assim que entro começo a gritar e não paro mais. A culpa não é minha e não sei o que fazer. O meu marido não arruma nada em casa e espera que eu chegue do meu trabalho para fazer tudo em casa enquanto ele se dedica a navegar no computador. Que posso fazer para alterar a situação?”

 

Cara leitora

 

Partilhar as tarefas domésticas é algo bastante justo nos dias de hoje, em que a mulher trabalha tanto ou mais que o homem, pelo que a responsabilidade da manutenção de um lar agradável e aprazível pertence a ambos os membros do casal. Todas as tarefas domésticas recaírem num só elemento, normalmente na mulher, é extremamente injusto e penalizador para a relação, uma vez que a mulher, ao acumular dois trabalhos, deixa de ter tempo para si própria, para descansar e para se dedicar ao seu marido e família. Além disso a mulher vê essa discriminação como um desrespeito a si própria e uma falta de afectividade e interesse por parte do seu marido, tendendo a generalizar que se este não se preocupa com o seu cansaço e excesso de trabalho é porque não a ama verdadeiramente, apenas lhe interessa ter uma mulher que além de ser a sua mulher é também a continuação da sua mãe, cuidadora e provedora dos cuidados da casa.

 

Eis algumas dicas para alterar este modo de funcionamento:

 

  • Não peça ajuda para as tarefas domésticas; isso vai dar a convicção ao seu marido que a casa é da responsabilidade da mulher, ajudando-o a demitir-se das suas próprias responsabilidades.
  • Sentem-se e falem sobre as várias tarefas e quais aquelas que cada um mais odeia fazer. Tentem fazer uma divisão justa das tarefas e escrevam quais as responsabilidades de cada um. As tarefas mais detestadas pelos dois, deverão ser feitas a meias ou por alguém fora do casal, se for possível.
  • Não espere que o seu marido adivinhe o que quer que ele faça, será mais produtivo dizer-lhe.
  • Cada pessoa tem uma visão diferente sobre as coisas; não vá atrás do seu marido alterar tudo o que ele fez, porque ficou pouco bem feito ou de uma forma que a si não lhe agrada; pelo contrário elogie o seu esforço para que este continue a responsabilizar-se pela casa de ambos.
  • Não comece a gritar cada vez que o seu marido desarrumar a casa ou não a arrumar; em vez disso diga-lhe com meiguice que tem que fazer o que estava estabelecido entre os dois.
  • Demonstre com mais tempo de qualidade e mais atenção que o esforço que o seu marido emprega nas tarefas domésticas tem resultados muito positivos para a vossa relação.

As tarefas domésticas são uma fonte de grande conflito no casal, que vão inundando de insatisfação a relação, levando inclusivamente muitas das vezes à ruptura, pelo que é necessário recorrer a um especialista matrimonial no caso de não conseguir implementar a mudança.

 

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O Que Precisa Para Ter Uma Família Ainda Mais Feliz – Parte I

CPL Familia Feliz

Desfrute a Companhia de Cada Um

A essência de uma família feliz é que toda a família engrandece a personalidade de cada um dos elementos e isso reflecte-se na forma como cada um se relaciona com os outros. Toda a relação familiar é caracterizada por uma alegria na partilha e nas interacções. O resultado final é que quando os pais chegam a casa os filhos ficam felizes por os ver, e quando os filhos chegam a casa os pais ficam felizes por vê-los.

 

Ouça a Historia Deles, Conte a Sua

Quando os filhos chegam a casa, pergunte-lhes como correu a escola e conte-lhes uma historia sua de quando andou na escola e que tem a ver com o que eles estão a viver. Expresse a sua opinião, a sua maneira de ver as coisas, os seus valores. Repare… porque que é que os filhos estariam contentes por verem os pais, se quando os pais chegam a casa, mesmo que derrotados pelo cansaço do dia esgotante de trabalho e não tiverem pelo menos aqueles dez minutos para saber do dia dos filhos? Que felicidade terão os filhos em constatar que têm que rivalizar a atenção com a televisão.

A regra fundamental é que os filhos venham sempre em primeiro lugar. Você tem que largar tudo o que está a fazer e chegar a casa com qualquer coisa para partilhar com os seus filhos. Isso dará aos seus filhos uma perspectiva futura da função da família. Um dos grandes problemas das famílias é a rotina e o aborrecimento o que conduz à disfunção e aos filhos quererem mais estar com os amigos do que com a família.

 

Casamento Vem Primeiro

Estabeleça um exemplo para os seus filhos do que é o verdadeiro amor. A relação do casal deve vir em primeiro lugar.

Existem muitas famílias em que os filhos vêm em primeiro lugar. Sendo natural quando as crianças são muito pequenas e precisam de quase exclusividade de atenção, alguns pais tendem a estender esta relação exclusiva muito para além das reais necessidades dos filhos. Nestas situações os filhos tornam-se os substitutos e por vezes as únicas fontes de amor devido ao afastamento afectivo progressivo entre os elementos do casal. Lembre-se que se a sua relação estiver em primeiro lugar estará a transmitir aos seus filhos o valor do afecto, da partilha, do respeito e do carinho entre dois adultos, estará a servir como modelo afectivo e relacional para que os seus filhos queiram isso para as suas vidas.

 

As Refeições Fazem-se Juntos

Os elementos das famílias que comem juntos, permanecem juntos. A refeição em família é muito importante. É o tempo de ligação e relação. Possivelmente o único tempo que na realidade têm para estar junto de pais, filhos e irmãos.

 

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publicado por Clínica Psicologia Lisboa às 01:27
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O Consultório Psicologia Familiar é desenvolvido pela Clínica Psicologia Lisboa.

psicoterapiaDr. Pedro Albuquerque licenciou-se em Psicologia Clínica e do Aconselhamento, especializou-se em Psicoterapia de Grupo, Terapia de Casal e Coaching. Desenvolveu a sua práctica clínica no Hospital Júlio de Matos e em clínicas privadas. Possui estudos de doutoramento em Psicologia Clínica, pela Universidade de Coimbra. Formação em EMDR e Programação Neuro-Linguistica. É membro da Sociedade Portuguesa de Psicodrama, da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas e da Associação Portuguesa para o Mindfulness. É fundador da Clínica Psicologia Lisboa.

psicoterapiaDr. Ana Teresa Marques licenciou-se em Psicologia Clínica, especializou-se em Psicoterapia Individual, Terapia de Casal e da Familia. Desenvolveu a sua práctica clínica no Instituto de Cardiologia Preventiva e em clínicas privadas. É membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. É membro fundador da Associação Portuguesa para o Estudo e Prevenção dos Abusos Sexuais de Crianças e da Associação EMDR Portugal. É fundadora e Directora Clínica da Clínica Psicologia Lisboa.


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Morada: Av. João XXI, nº. 28, 2º.Dir, Lisboa
Telefone: 96 140 49 50
Telefone: 91 437 50 55
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Site: www.clinicapsicologialisboa.com

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