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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Nunca Pare de Comunicar

nunca pare comunicar

 

Uma relação saudável assenta sobre uma boa comunicação. Quando as pessoas deixam de comunicar, deixam de se relacionar e nas alturas de mudança ou de stress pode surgir a sensação de caminhos diferentes. Desde que o casal continue a comunicar podem sempre enfrentar quaisquer problemas que surjam.

 

Cada um de nós é diferente do outro no modo como recebe e dá informação. Algumas pessoas respondem melhor ao que veem, outras ao que ouvem e outras ao que sentem. A forma do cérebro da outra pessoa perceber a informação pode muito bem ser diferente da sua e as dificuldades de comunicação podem começar por esse simples facto.

 

Repare a que é que a outra pessoa dá mais importância. Se dá mais importância aos gestos, expressões faciais, posturas, aproximação ou afastamento. Ou se dá mais importância ao tom de voz, ao volume e à velocidade daquilo que está a ser dito. Ou ainda se dá mais importância ao que sente e ao toque. Por exemplo para uma pessoa que é mais visual, a comunicação passa pelo que ela vê… por isso se você quer que ela o entenda procure “mostrar” de forma que ela veja. Se a pessoa for mais auditiva na forma de comunicar então ela dará mais importância ao modo como as palavras saem da sua boca. Não é o conteúdo. É o modo. Se a pessoa for mais sensorial dará mais importância ao que sente e a forma de comunicar deverá passar mais pelo toque.

 

Por isso, uma grande parte da nossa comunicação é não verbal. É uma comunicação corporal que temos que dominar tanto para as relações emocionais como para as profissionais.

 

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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Procurar ajuda: Para a criança ou para os pais?

Procurar ajuda

Muitas vezes surgem no nosso consultório pedidos de consultas para crianças de tenra idade, dois, três anos, onde claramente se percebe apenas pelo pedido telefónico, que algo não está a funcionar na dinâmica familiar.

Pais e mães, têm uma expectativa de um bebé imaginário, que lhes irá preencher o desejo de serem os melhores pais e educadores, mas também muitas das vezes o bebé, à medida que vai crescendo, não corresponde a essa mesma expectativa o que faz nascer dentro dos pais um sentimento de frustração, impotência e desânimo.

Os pais acabam por “desistir” do sonho e rendem-se à incapacidade, gerando uma família pouco assertiva e pouco paciente.

Claramente, existem bebés e crianças mais fáceis, isto é, que dormem melhor, não reclamam para comer, e são sossegados e obedientes, mas nenhuma criança pode crescer saudavelmente, seja mais calma ou mais energética, se não lhe forem impostos, suavemente, à medida que crescem e dentro do seu entendimento infantil, regras e limites bem definidos, e ao mesmo tempo flexíveis.

Os pais “desesperados” porque os seus filhos fazem birras estrondosas na rua, não se querem deitar e dizem que “não” a qualquer ordem, terão que estar atentos para perceberem se este é um comportamento claramente opositor, e portanto se estende a todas as pessoas e locais onde a criança se movimenta, ou se este comportamento é claramente mais acentuado em casa e com os pais.

Se o seu filho apresenta um comportamento opositor, deve procurar ajuda terapêutica o quanto antes, para que este comportamento não se agudize e seja automatizado.

Se pelo contrário, a criança não reconhece a autoridade dos pais e dos seus principais cuidadores, devem ser os pais a procurarem orientação parental para se munirem de ferramentas e competências assertivas e consistentes, para que este bebé real, seja fonte de prazer e de orgulho dos pais, e possa assim partilhar de um bem-estar familiar harmonioso e amistoso, fundamental para o crescimento saudável de uma criança pequena.

 

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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Sinta-se Bem! Sinta-se Especial!

Depressão

 

Quantas vezes olhou para o espelho e ficou triste? Quantas vezes a imagem refletida não lhe parecia a imagem sentida?

Sentir-se em baixo é algo muito intrínseco, que acontece a qualquer um de nós, e que mina completamente o bem-estar.

Existem vários troques para evitar esse iniciar de dia que nos torna deprimidos e menos funcionais, uma vez que o mal-estar gera improdutividade e mau humor.

  • Prepare a sua roupa antecipadamente e com tempo, preferencialmente de véspera.
  • Se for Mulher, use uma maquilhagem natural que a favoreça.
  • Coloque algo que o diferencie da maioria, pode ser apenas um pequeno acessório, para que se senta especial, tal como você é.
  • Tome um bom pequeno-almoço antes de sair de casa e tenha cuidado com os excessos alimentares.
  • Sorria! Um sorriso faz milagres.

 

A diferença entre sair de casa a sentir-se bonita/o é que o seu dia será maravilhoso e a sua alegria contagiante para quem a/o rodeia.

Sinta-se Bem! Sinta-se Especial!

 

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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

Desconfiança

desconfiança 

A desconfiança é um sentimento que existe com bastante frequência nas relações.

O sentimento de desconfiança é diferente do sentimento de ciúme. Não é apenas na intensidade do sofrimento mas acima de tudo no grau de convicção em que se acredita no que se está a sentir e a pensar.

O ciúme dito “normal” acontece quando a pessoa percepciona alguma informação e interpreta-a como podendo haver uma ameaça à relação afectiva com alguém. Nessa altura surgem alguns pensamentos e sentimentos que mesmo podendo parecer ataques são defesas que a pessoa tem para proteger aquilo que é importante para ela. Na desconfiança parece que as coisas também são assim mas a intensidade é muito maior. Os pensamentos ganham uma força de “verdade” que é muito mais difícil de rebater que no ciúme. O sentimento é de que a perda da relação é muito iminente e real, sendo diferente do ciúme em que parece haver uma possibilidade. Na desconfiança parece haver dois registos de pensar, sentir e agir: o normal, no qual a pessoa é carinhosa, cuidadora, atenta, aonde existe serenidade, racionalidade, bom-senso; e o registo de desconfiança, em que tudo aquilo que se acreditava mudou, agora as verdades são outras, a forma de pensar e sentir é exactamente o contrário do registo normal, e as acções, o comportamento e as atitudes são de ruptura, perseguição e tentativa de comprovar que os motivos da desconfiança são verdadeiros.

E como que se no ciúme houvesse um “deixa cá ver se me estão a enganar” e na desconfiança é como um “sei que me está a enganar”.

A desconfiança assemelha-se a uma paranoia acerca de perder alguém que é especial e muito importante. Poderão até existir diferentes tipos de desconfiança consoante o nível de intimidade ou proximidade com os outros, mas a desconfiança que falamos aqui é aquela em relação a quem se tem uma ligação afectiva forte.

A desconfiança é um padrão de pensamento e sentimento aprendido com experiencias de indiferença, rejeição, abandono e troca por parte de alguém do passado da pessoa que foi ou é muito importante.

É um padrão de pensar e sentir que parece fora de controlo e que a pessoa só se apercebe que esteve nele quando já saiu e voltou ao seu padrão “normal”. O que acontece é que os efeitos devastadores, destruidores e aniquiladores do que se faz e diz quando se está no padrão da desconfiança são muito pesados, custosos e a pessoa sofre duas vezes. Durante o padrão da desconfiança e depois.

A outra pessoa, aquela que tem a “sorte” de ser amada por quem tem este padrão de desconfiança também sofre bastante. Porque até aprender a saber como lidar com a desconfiança do outro vai sentir e pensar que todas aquelas coisas são ataques pessoais.

Os padrões de pensamento e sentimento são aprendidos durante toda a nossa vida. E essa coisa de “eu sou assim” não existe. Por isso se se identificou com o que leu neste artigo, se percebeu a mensagem é porque você sabe o que é a desconfiança. Procure ajuda a quem lhe possa ensinar a pensar e a sentir diferente. Se leu este artigo e não percebeu nada, ainda bem é porque a desconfiança não é uma realidade da sua vida.

 

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

Desentendimentos no Casal

desentendimentos no casal

Desentendimentos no casal são algo que qualquer relação significativa passa de quando em quando.

Quando o casal tem o primado do respeito e da compreensão podem-se resolver todas as diferenças de uma forma positiva que importa aprendizagem e aprofundamento à própria relação. Quando não são lidados com eficácia os desentendimentos no casal podem desencadear rupturas emocionais sucessivas.

Perceber a forma com você e a outra pessoa respondem aos conflitos ajuda a compreender como se deve expor argumentos, ideias e razões.

Desentendimentos no casal devido a argumentos subtis de subversão.

Nesta situação tende-se a evitar a confrontação e os temas de conflito são abordados através do silencio, do acenar, e do murmúrio. O problema é a frequente construção de frustração que se desenvolve antes que o argumento seja comunicado.

 

Desentendimentos no casal devido a argumentos de elevado nível de ataque.

Nesta situação a pessoa tende a utilizar um tom de voz dominante durante a comunicação do argumento ou ideia. Acontece mais em pessoas nas quais no ambiente familiar os argumentos eram discutidos em tom alto e muito frequentemente, como se isso fosse a normal forma da pessoa comunicar.

Desentendimentos no casal devido a argumentos de ataque preventivo.desentendimentos no casal

São pessoas que não gostam nada de conflitos e evitam-nos a todo o custo atacando de uma forma repentina com argumentos as ideias da outra pessoa, para que esta fique desarmada na contenda.

Desentendimentos no casal devido a argumentos de amortecimento.

São pessoas que têm receio de argumentos. Recusam-se determinantemente no envolvimento de conflitos, sendo que por baixo dessa aparente calma e compreensão coexiste bastante ressentimento e amargura.

Desentendimentos no casal devido a argumentos de missão de paz.

São pessoas que detestam desentendimentos no casal e procuram terminar qualquer conflito assim que seja possível, o que impede muitas vezes de resolver a questão que gerou conflito.

 

Quando existem desentendimentos no casal e estes têm estilos de argumentar diferentes, é difícil manter a comunicação eficiente. Pode parecer trivial, mas a questão é muito simples… perspectiva… em vez de se verem como inimigos, terão que se ver como companheiros de luta que têm pontos de vista diferentes para a mesma coisa.

Sabe aquando é que você ou a outra pessoa começam a verem-se como inimigos?

Quando evitar olhar um para o outro, evitam contacto físico e sexo. Quando questionam tudo e mais alguma coisa que o outro faz. Quando se responde de forma curta às tentativas de comunicação do outro. Quando os pensamentos, observações e referências se focalizam nos aspectos negativos do outro.

Se der conta destas coisas deve antes de mais respirar fundo e meter a mão na boca antes que o próximo argumento seja disparatado. Reconheça o que está a sentir e descubra o que lhe deu origem. Comunique isso à outra pessoa. Lembre-se que você não está a falar da realidade do que aconteceu. Você está a falar da realidade do que sente sobre o que aconteceu.

Por isso diga “eu vi que aconteceu isto…, ouvi que disseste isto e isso fez-me sentir ou pensar assim…”

Não diga “tu fizeste isto… tu disseste isto… e eu senti isto… porque tu…”

 

 

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publicado por Clínica Psicologia Lisboa às 10:27
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O Consultório Psicologia Familiar é desenvolvido pela Clínica Psicologia Lisboa.

psicoterapiaDr. Pedro Albuquerque licenciou-se em Psicologia Clínica e do Aconselhamento, especializou-se em Psicoterapia de Grupo, Terapia de Casal e Coaching. Desenvolveu a sua práctica clínica no Hospital Júlio de Matos e em clínicas privadas. Possui estudos de doutoramento em Psicologia Clínica, pela Universidade de Coimbra. Formação em EMDR e Programação Neuro-Linguistica. É membro da Sociedade Portuguesa de Psicodrama, da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas e da Associação Portuguesa para o Mindfulness. É fundador da Clínica Psicologia Lisboa.

psicoterapiaDr. Ana Teresa Marques licenciou-se em Psicologia Clínica, especializou-se em Psicoterapia Individual, Terapia de Casal e da Familia. Desenvolveu a sua práctica clínica no Instituto de Cardiologia Preventiva e em clínicas privadas. É membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. É membro fundador da Associação Portuguesa para o Estudo e Prevenção dos Abusos Sexuais de Crianças e da Associação EMDR Portugal. É fundadora e Directora Clínica da Clínica Psicologia Lisboa.


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